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Rico Dalasam fala sobre treta dos direitos autorais de “Todo Dia”

O single de Pabllo Vittar com participação de Rico Dalasam "Todo Dia" deu muitos problemas em relação a dinheiro, por direitos autorais, co-interprete e mais...

Rico Dalasam, que é o autor de “Todo Dia”, entrou na Justiça pedindo para receber mais royalties pela música. 


Rico Dalasam se queixa de não receber como co-intérprete da canção. Já a defesa da Pablllo Vittar e do Dj Gorky, dizeque que Rico aceitou abrir mão dos seus direitos de co-intérprete em troca de 100% dos créditos da autoria da canção. 

Rico não concorda, em entrevista ao site Noisey, Rico disse que tem direitos sobre a autoria e também como co-intérprete da canção.

“Não estou tentando mudar o acordo. A música é minha desde 2016. A música estava pronta e eu a levei para o Gorky. Nós gravamos, passou um tempão e eu encontrei o Gorky no Prêmio Multishow de Música de 2016. Lá, ele pediu para eu assinar uma autorização para a minha participação no disco da Pabllo. Bom, a música foi para a rua e, como tudo que a gente lança, só depois de um tempo vai ver quanto rendeu. Cheguei lá no ONErpm e vi que não tinha nada discriminado pra mim. A minha presença no fonograma era zero e, com isso, zero das vendas seriam destinadas pra mim”.

“A gente tava na festa e ele falou: ‘É uma autorização de participação no disco do Pabllo’. Mas, na verdade, era uma cessão dos meus direitos como intérprete. Daí passou e, quando eu fui receber, eu não estava inserido no fonograma de forma alguma, como se eu não tivesse existido ali. Então, eu procurei ele, que disse: ‘Olha Rico, aquele dia na festa você abriu mão dos direitos enquanto intérprete. O que eu posso fazer é você me dá 50% do autoral e eu te dou 20% do direito digital’. Respondi: ‘Isso tá errado, Rodrigo. O certo é eu seguir com 100% do autoral e a parte que me cabe como intérprete’. Ele disse que não, e a partir daí eu vi que não teria uma possibilidade de diálogo. Eles tão dando a entender por aí que eu sou um oportunista, mas até agora eu não encostei em R$ 5 dessa música. A gente tava no meio da festa, foi um negócio muito rápido. Depois disso, o papo era que o autoral era 100% meu. Automaticamente, já que eu cantei na gravação, eu deveria constar no fonograma como autor e intérprete. É muito claro.”

O Dj Gorky afirmou que consegue provar sua co-autoria na canção e que Rico teve chances para analisar o acordo antes que fosse oficializado.

Rico diz ainda: “Se eu te entregar uma letra sem melodia, sem batida sem o tom, isso pode caracterizar que eu sou apenas um compositor. Se eu te entregar a música já cantada, com as notas, com o mapa, com a melodia, essa música já está pronta. Você pode ser um arranjador, instrumentista, o cara que fez a mixagem, um engenheiro de som… Você pode escolher mil títulos para as pessoas que você quer destinar porcentagem do fonograma, mas quem fez a música, o autor, o compositor e o intérprete são coisas que se referem a mim. Eu não tô querendo tudo pra mim. Só quero o que me cabe. Para dar o justo, ele quer que eu abra mão do autoral. Eu entreguei a música pronta. Ele só criou uma batida funk, inspirada em “Baile de Favela”. Tenho áudios de celular. Eles conseguem provar que eles fizeram o beat. Agora, na hora de apresentar isso vem um áudio meu de celular de 2016 e vai ser constatado que o que eu estou pedindo é o autoral e a minha co-interpretação.”

“Eu vivi uma treta amorosa e saí da festa escrevendo a música. Eu escrevo cantando, já com melodia, em áudios de celular.”


Dj Gorky disponibilizou sua contranotificação judicial.

Fonte: Noisey

 Rico Dalasam

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